Guia Definitivo da Arte do Prazer Humano

Guia Definitivo da Arte do Prazer Humano – Introdução
Nesta era moderna, a sexualidade humana é encarada com maior compreensão e aceitação. Este guia visa explorar a complexidade e a beleza da experiência sensual humana, desde seus aspectos científicos até as nuances emocionais. Vamos mergulhar na arte do prazer humano, abrangendo desde os fundamentos biológicos até a utilização de brinquedos eróticos e óleos de massagem para aprimorar a experiência sexual.

Capítulo 1: Fundamentos da Sexualidade Humana

Para que possamos enquadrar melhor os fundamentos da Sexualidade Humana, vamos apresentar uma visão mais detalhada dos aspectos biológicos e psicológicos.

Neurobiologia da Excitação Sexual

A excitação sexual é um processo complexo que envolve uma interação entre o sistema nervoso central e o sistema nervoso autônomo. Durante a excitação, ocorrem mudanças fisiológicas significativas, incluindo aumento do fluxo sanguíneo para os órgãos genitais, ereção (no caso dos homens) e lubrificação vaginal (no caso das mulheres). Essas respostas são mediadas por neurotransmissores como dopamina, serotonina e oxitocina, que desempenham papéis essenciais na regulação do humor, do prazer e do vínculo afetivo.

Hormônios e Ciclo Sexual

Os hormônios desempenham um papel crucial na regulação do ciclo sexual humano. Tanto em homens quanto em mulheres, a produção de hormônios sexuais, como testosterona, estrogênio e progesterona, flutua ao longo do ciclo menstrual e em resposta a estímulos ambientais e emocionais. Essas flutuações hormonais podem influenciar o desejo sexual, a receptividade aos estímulos eróticos e a experiência orgástica.

Psicologia do Prazer

Desejo Sexual e Motivação
O desejo sexual é uma manifestação complexa da psique humana, influenciada por uma variedade de fatores, incluindo experiências passadas, valores culturais, expectativas sociais e a qualidade dos relacionamentos interpessoais. A motivação sexual pode ser estimulada por estímulos visuais, fantasias eróticas, memórias sensoriais e emoções profundas. Compreender as raízes psicológicas do desejo sexual é essencial para cultivar uma vida sexual satisfatória e saudável.

Excitação e Resposta Sexual

A excitação sexual é caracterizada por uma série de mudanças físicas e emocionais que ocorrem em resposta a estímulos eróticos. Essas mudanças podem incluir aumento da frequência cardíaca, respiração acelerada, dilatação das pupilas e sensações de calor e formigamento nas zonas erógenas do corpo. A resposta sexual varia de pessoa para pessoa e pode ser influenciada por fatores como idade, saúde física, estado emocional e contexto social.

Intimidade e Conexão Emocional

A intimidade emocional desempenha um papel fundamental na experiência sexual humana, proporcionando um senso de conexão profunda e de vulnerabilidade compartilhada com o parceiro. A comunicação aberta, a empatia e a confiança mútua são elementos essenciais para cultivar uma conexão emocional saudável e satisfatória na intimidade sexual.

Conclusão
Os fundamentos da sexualidade humana são complexos e multifacetados, envolvendo uma interação dinâmica entre aspectos biológicos, psicológicos e emocionais. Ao compreendermos melhor as bases neurobiológicas da excitação sexual e as nuances psicológicas do desejo e da intimidade, podemos cultivar uma vida sexual mais gratificante e enriquecedora.

No próximo capítulo, exploraremos como esses fundamentos se manifestam na prática, incluindo técnicas para amplificar o prazer e fortalecer os vínculos emocionais com o parceiro.

Capítulo 2: Emoções e Sensações

Conexão Emocional na Intimidade/Comunicação Autêntica
A comunicação autêntica desempenha um papel fundamental na construção de uma conexão emocional profunda durante a intimidade. Isso envolve a habilidade de expressar honestamente desejos, preocupações, e sentimentos com o parceiro, criando um ambiente de confiança e vulnerabilidade mútua. A capacidade de ouvir ativamente e responder com empatia é essencial para promover uma comunicação aberta e construtiva.

Empatia e Compreensão
A empatia é a capacidade de se colocar no lugar do outro e compreender suas emoções e perspectivas. Durante a intimidade sexual, a empatia permite que os parceiros reconheçam e validem os sentimentos um do outro, fortalecendo o vínculo emocional e promovendo uma sensação de conexão genuína. Isso pode incluir mostrar apoio durante momentos de vulnerabilidade, demonstrar compreensão diante das necessidades do parceiro e celebrar as alegrias compartilhadas.

Respeito e Aceitação
O respeito mútuo e a aceitação incondicional são pilares essenciais para uma conexão emocional saudável na intimidade. Isso envolve honrar os limites individuais de cada parceiro, respeitar suas preferências e escolhas, e cultivar um espaço de segurança onde ambos se sintam livres para explorar sua sexualidade de forma autêntica e sem julgamentos. O reconhecimento e a valorização da singularidade de cada pessoa contribuem para um ambiente de intimidade positivo e enriquecedor.

Experiências Compartilhadas
Explorando Fantasias e Desejos
Compartilhar fantasias e desejos sexuais pode fortalecer a conexão emocional entre os parceiros, permitindo que expressem seus anseios mais profundos e explorem novas experiências juntos. Ao criar um espaço de abertura e aceitação, os casais podem descobrir uma maior intimidade e satisfação sexual ao satisfazer as necessidades e os interesses um do outro.

Celebrando Momentos de Intimidade
Celebrar momentos de intimidade compartilhada fortalece o vínculo emocional entre os parceiros e reforça a conexão afetiva. Isso pode incluir gestos simples, como trocar carícias, elogiar a beleza e a sensualidade do parceiro, ou simplesmente passar tempo juntos desfrutando da companhia um do outro. Reconhecer e valorizar esses momentos fortalece a relação e alimenta o desejo de se conectar mais profundamente.

Conclusão
A conexão emocional é uma parte essencial da intimidade sexual, enriquecendo a experiência com profundidade e significado. Ao cultivar uma comunicação autêntica, demonstrar empatia e respeito mútuo, e compartilhar experiências íntimas, os parceiros podem fortalecer seu vínculo emocional e desfrutar de uma vida sexual mais satisfatória e gratificante. No próximo capítulo, exploraremos como as emoções e sensações se manifestam durante o ato sexual e como amplificar o prazer através da consciência emocional e da conexão íntima.

Capítulo 3: Brinquedos Eróticos e Acessórios

Tipos de Brinquedos Eróticos:

Vibradores

Os vibradores são dispositivos projetados para proporcionar estimulação sexual através de vibrações. Existem uma variedade de tipos, incluindo vibradores de ponto G, vibradores de coelho (que estimulam tanto o clitóris quanto o ponto G simultaneamente), vibradores de sucção para o clitóris, e vibradores controlados por aplicativos móveis para casais que desejam explorar o prazer à distância.

Dildos

Os dildos são dispositivos em forma de pênis usados para penetração vaginal ou anal. Podem variar em tamanho, forma e material, permitindo uma ampla gama de sensações e experiências. Alguns dildos também são equipados com ventosas na base para fixação em superfícies lisas, o que possibilita a exploração de diferentes posições e ângulos.

Anéis Penianos

Os anéis penianos são anéis elásticos colocados na base do pênis para prolongar a ereção e aumentar a sensibilidade. Alguns modelos também possuem estimuladores adicionais para o clitóris ou o períneo, proporcionando prazer adicional ao parceiro durante a relação sexual.

Plugues Anais

Os plugues anais são brinquedos projetados para estimulação anal. Eles variam em tamanho e forma, desde pequenos e estreitos para iniciantes até grandes e texturizados para usuários mais avançados. Os plugues anais podem ser usados durante a masturbação, preliminares ou relações sexuais para aumentar o prazer e explorar novas sensações.

Incorporando Acessórios na Vida Sexual

Explorando fantasias

Os brinquedos eróticos podem ser uma maneira divertida e excitante de explorar fantasias sexuais e experimentar novas sensações. Por exemplo, usar uma venda nos olhos durante as preliminares pode intensificar as sensações táteis e aumentar a excitação. Ou incorporar algemas macias pode adicionar uma dose de dominação e submissão ao jogo sexual.

Surpreendendo o Parceiro

Surpreender o parceiro com um novo brinquedo erótico pode ser uma maneira emocionante de apimentar a vida sexual e demonstrar interesse em experimentar coisas novas juntos. Experimentar um novo vibrador ou um jogo de dados eróticos pode criar uma atmosfera de excitação e antecipação, reacendendo a chama da paixão e da aventura na relação.

Criando Memórias Especiais

Incorporar brinquedos eróticos e acessórios na vida sexual pode criar memórias especiais e momentos íntimos que serão lembrados com carinho no futuro. Por exemplo, planejar uma noite romântica com velas, óleos de massagem e brinquedos sensuais pode proporcionar uma experiência memorável de conexão e prazer compartilhado.

Conclusão
Os brinquedos eróticos e acessórios oferecem uma maneira emocionante e criativa de explorar a sexualidade e aumentar a diversão e a satisfação na vida sexual. Ao conhecer os diferentes tipos de brinquedos disponíveis e incorporá-los de forma segura e consciente na intimidade com o parceiro, os casais podem descobrir novas formas de prazer e fortalecer seu vínculo emocional. No próximo capítulo, exploraremos como os óleos de massagem e a aromaterapia podem complementar a experiência sexual, estimulando os sentidos e amplificando o prazer.

Capítulo 4: Óleos de Massagem e Aromaterapia

Benefícios da Massagem Sensual
Relaxamento Muscular e Alívio do Estresse
A massagem sensual não apenas proporciona prazer físico, mas também oferece benefícios terapêuticos significativos. O toque suave e ritmado da massagem pode ajudar a relaxar os músculos tensos, aliviar o estresse acumulado e promover uma sensação geral de bem-estar físico e emocional. A massagem regular pode ser uma maneira eficaz de reduzir a ansiedade e melhorar a qualidade do sono.

Intimidade e Conexão
A massagem sensual cria um espaço íntimo e tranquilo onde os parceiros podem se conectar profundamente um com o outro. O contato físico gentil e amoroso durante a massagem fortalece o vínculo emocional entre os casais, promovendo uma sensação de proximidade e união. A comunicação aberta e a reciprocidade durante a massagem também podem fortalecer a confiança e a intimidade entre os parceiros.

Aromaterapia Sensual
Estímulo
A aromaterapia sensual envolve o uso de óleos essenciais aromáticos para estimular os sentidos e criar uma atmosfera de romance e sensualidade. Os aromas delicados e envolventes dos óleos essenciais podem despertar a paixão, aumentar a excitação sexual e criar uma sensação de relaxamento e bem-estar. Alguns óleos essenciais populares para aromaterapia sensual incluem ylang-ylang, sândalo, rosa, jasmim e patchouli.

Propriedade
Além de seus efeitos sensoriais, muitos óleos essenciais utilizados na aromaterapia sensual também possuem propriedades terapêuticas benéficas para o corpo e a mente. Por exemplo, o óleo essencial de lavanda é conhecido por suas propriedades relaxantes e calmantes, enquanto o óleo essencial de laranja doce pode ajudar a promover um estado de ânimo positivo e energizante. Ao escolher óleos essenciais para aromaterapia sensual, é importante considerar não apenas o aroma, mas também as propriedades terapêuticas desejadas.

Incorporando Óleos de Massagem e Aromaterapia na Vida Sexual
Ritual de Relaxamento
Incorporar óleos de massagem e aromaterapia na vida sexual pode criar um ritual de relaxamento sensual que aumenta a excitação e o prazer. Comece acendendo velas perfumadas, preparando uma música suave e aquecendo o óleo de massagem entre as mãos antes de começar a massagem. Esse ambiente romântico e convidativo prepara o cenário para uma experiência sensual e íntima.

Massagem Sensual
Durante a massagem sensual, aplique o óleo de massagem com movimentos suaves e rítmicos, focando nas áreas de tensão muscular e nas zonas erógenas do corpo. Use as pontas dos dedos, as palmas das mãos e até mesmo o corpo nu para explorar diferentes técnicas de massagem e estimular os sentidos do parceiro. Comunique-se abertamente sobre preferências de pressão e intensidade para garantir uma experiência prazerosa para ambos.

Conclusão
Os óleos de massagem e a aromaterapia são ferramentas poderosas para amplificar a experiência sensual e promover uma conexão mais profunda entre os parceiros. Ao incorporar esses elementos na vida sexual, os casais podem desfrutar de momentos de relaxamento, prazer e intimidade compartilhada. No próximo capítulo, exploraremos como a alimentação pode afetar a saúde sexual e o bem-estar geral.

Segundo Emily Nagoski, autora de ‘ Come As You Are ’, o prazer sexual é composto por três componentes.

Isso inclui desfrutar, esperar e ansiedade. Essas emoções e ansiedade determinam a forma como processamos contextos sexuais.

O sistema de diversão é semelhante à forma como entendemos as recompensas. É o “inferno, sim!” ou “inferno, não!” mecanismo no cérebro.

O sistema de prazer gerencia sua experiência de sensações sexuais.

O sistema de expectativa é o processo de vincular o que está acontecendo agora com o que virá a seguir.

O sistema de ansiedade alimenta nosso desejo de nos movermos em direção a algo ou de nos afastarmos das coisas. Quando a ansiedade é ativada num contexto sexual, procuramos estimulação sexual.

Isso inclui desfrutar, esperar e ansiedade. Essas funções determinam como processamos contextos sexuais, estressantes e emocionais.

O sistema de diversão é semelhante à forma como entendemos as recompensas. É o “inferno, sim!” ou “inferno, não!” mecanismo no cérebro.

O sistema de prazer gerencia sua experiência de sensações sexuais.

O sistema de expectativa é o processo de vincular o que está acontecendo agora com o que virá a seguir.

O sistema de ansiedade alimenta nosso desejo de nos movermos em direção a algo ou de nos afastarmos das coisas. Quando a ansiedade é ativada num contexto sexual, procuramos estimulação sexual.

Aqui está um exercício para tentar:

Pegue um bloco de notas e uma caneta. Reserve 10 minutos (ou mais) para refletir sobre uma interação sexual recente e responda o seguinte.

GOSTANDO DE PERGUNTAS:

  • O que foi bom durante o sexo? Que bom?
  • O que foi ruim durante o sexo? Que ruim?

Obs: Ao refletir sobre isso, temos agora uma estrutura básica de sua preferência. Você também pode se sentir neutro em relação às coisas!

ESPERANDO PERGUNTAS:

  • Se estou beijando (etc.) alguém, o que espero que aconteça a seguir?
  • Estou claro sobre o que esperar do meu parceiro sexual durante o sexo?
  • Se não, posso esclarecer com eles? Estou esperando uma reação negativa?

Nota: Se você notar que esta seção está repleta de pensamentos ansiosos, é uma indicação de que a comunicação precisa ser mais explícita e acontecer antes da interação sexual.

PERGUNTAS DE ANSIEDADE:

  • O que me faz querer me aproximar/afastar dessa pessoa/posição/comportamento?
  • Sinto vontade de buscar segurança? (Esta é uma indicação de que estamos sob estresse.)

Nota: Os sinais de ânsia nos ajudarão a identificar o que estimula nosso desejo de avançar.

Lembre-se de que essas três funções funcionam juntas. Por exemplo, se você espera ansiedade de desempenho durante o sexo, ficará menos ansioso para se colocar nessa situação e desfrutará menos dela.

Excitação Sexual

O sistema de prazer é responsável por gerenciar sua experiência de sensação sexual. Um componente-chave da excitação sexual é a qualidade da estimulação sexual, ou o quanto você está gostando do que está acontecendo.

Emily Nagoski define a excitação sexual como a excitação mental e física sentida em relação à ideia de sexo. A excitação sexual também é afetada pela forma como os estressores foram gerenciados e pela capacidade da pessoa de relaxar no prazer sexual.

Não gostar da estimulação sexual que você está experimentando pode atuar como um estressor, dificultando o relaxamento e o prazer sexual.

Zonas erógenas

O toque é o sentido mais eficaz para a excitação sexual. Zonas erógenas são áreas do corpo nas quais você experimenta sensações de prazer através do toque.

As zonas erógenas primárias são áreas que contêm uma densa concentração de terminações nervosas e são frequentemente mais sensíveis ao toque em comparação com outras partes do corpo. Isso inclui áreas genitais, ânus, períneo, mamilos, pescoço, axilas, boca, narinas, umbigo, orelhas e parte interna das coxas.

Zonas erógenas “secundárias” são áreas do corpo que se tornaram eroticamente sensíveis através da aprendizagem e da experiência. Pode ser praticamente qualquer outra parte do corpo que não seja uma zona erógena primária. Se o seu parceiro acariciar suavemente a parte superior das costas e beijar você com ternura durante cada interação sexual, isso poderá formar uma zona erógena secundária.

Até agora exploramos o sistema de prazer sexual, a excitação sexual e as zonas erógenas. Agora vamos juntar tudo isso com um exercício que costumo atribuir aos clientes, chamado Mapeamento do Prazer.
O exercício de mapeamento do prazer

O Mapeamento do Prazer é um exercício de prazer próprio para explorar as necessidades sexuais e permitir que você as comunique aos parceiros.

AQUI ESTÁ UM GUIA PASSO A PASSO:

  • Prepare-se. Reserve um tempo ininterrupto (cerca de 30 minutos).
  • Colete recursos. Inclua um espelho, um caderno e uma caneta, quaisquer brinquedos sexuais ou objetos com os quais você gostaria de se estimular. Isso pode incluir lubrificantes, lingerie, tecidos macios, lençóis, hidratantes, óleos essenciais, etc.
  • Construa um contexto sexual. Seduza-se da mesma forma que faria com um parceiro sexual. Você pode fazer isso estabelecendo contextos sensuais como; tomar banho, hidratar o corpo, ouvir música, comer algo especial.
  • Mapeamento genital. Use seu espelho para explorar sua anatomia, rotular cada estrutura e descrevê-la em voz alta sem fazer julgamentos.
  • Faça anotações! Observe o que é bom e o que não é. Você também pode observar qualquer preocupação com a imagem corporal ou função sexual.
  • Identifique suas zonas erógenas primárias. Explore suas zonas erógenas usando seus recursos.
  • Mapa do prazer. Use uma variedade de ritmo, pressão e ritmo nas zonas erógenas. Faça a si mesmo as ‘perguntas divertidas’ listadas acima. Repita esse processo para outras áreas do seu corpo.
  • Se você se sentir confortável, pratique o mapeamento do prazer com um parceiro para explorar como sua experiência difere.

Você notará que o orgasmo, a lubrificação ou a ejaculação não são prioridade neste exercício. E isso é deliberado. Diminuir o prazer consigo mesmo ou com os outros permitirá que você se afaste do sexo voltado para objetivos e maximize o prazer.

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Sed Fringilla

As descobertas mais recentes começaram a lançar nova luz sobre as ligações intrigantes entre os mecanismos cerebrais do prazer e da felicidade.

Há pouco mais de cinquenta anos, os psicólogos James Olds e Peter Milner, que trabalham na Universidade McGill, no Canadá, realizaram experiências pioneiras que descobriram que os ratos pressionavam repetidamente alavancas para receber pequenos choques de corrente injetados através de elétrodos implantados nas profundezas dos seus corpos. cérebros (Olds e Milner, 1954). Especialmente quando esta estimulação cerebral era direcionada a certas áreas do cérebro na região do septo e do núcleo accumbens, os ratos pressionavam repetidamente a alavanca – até 2.000 vezes por hora (Olds, 1956).

Essas descobertas poderosas pareciam sugerir que Olds e Milner haviam descoberto o centro do prazer no cérebro. Pesquisas nas duas décadas seguintes estabeleceram que a dopamina é uma das principais substâncias químicas que auxiliam a sinalização neural nessas regiões, e por muitos anos foi sugerido que a dopamina era a “substância química do prazer” do cérebro. Os resultados pareciam prometer uma solução fácil para a infelicidade e o sofrimento que acompanham a viagem de demasiadas pessoas. Eles certamente encorajaram os escritores a imaginar admiráveis mundos novos onde as drogas e a estimulação elétrica poderiam induzir a felicidade para as massas.

Mas será que o caminho para a felicidade é realmente tão simples? Experimentos humanos subsequentes sugerem o contrário.

Mais ou menos na mesma época, nas décadas de 1950 e 1960, o psiquiatra americano Robert Heath, da Universidade de Tulane, assumiu a responsabilidade de promover essas descobertas em alguns experimentos eticamente questionáveis em pacientes humanos com doenças mentais (Baumeister, 2000). Infamemente, em um caso ele até implantou eletrodos para tentar curar a homossexualidade (Heath, 1972). Esta linha de pesquisa acabou sendo interrompida.

Prazer e felicidade estão ligados, contudo, de maneiras muito mais complexas do que simples eletrodos de prazer poderiam sugerir, mesmo que tais eletrodos existam. Nesta revisão mapeamos algumas das intrincadas ligações entre eles para mostrar como estão no cerne da neurociência afetiva e da psicologia do bem-estar. Sintetizaremos os resultados dos últimos cinquenta anos de estudo cuidadoso da recompensa e do processamento afetivo no cérebro. Nosso principal argumento é que uma melhor compreensão dos prazeres do cérebro pode oferecer uma visão mais geral sobre a felicidade, sobre como o cérebro funciona para produzi-la na vida diária dos afortunados, como os cérebros falham nos menos afortunados e, esperançosamente, sobre melhores maneiras de melhorar a qualidade de vida.

Uma Ciência do Prazer

O estudo científico do prazer e do afeto foi pioneiro nas ideias de Charles Darwin, que examinou a evolução das emoções e das expressões afetivas e sugeriu que os afetos são respostas
adaptativas a situações ambientais. Reações afetivas proeminentes, como reações de prazer e desprazer, podem ser
encontradas no comportamento e no cérebro de todos os mamíferos (Steiner et al., 2001) e provavelmente têm funções
evolutivas importantes (Kringelbach, 2009). Foi proposto que tanto o afeto positivo quanto o afeto negativo têm funções adaptativas (Nesse, 2004) e é claro que os mecanismos neurais para gerar reações afetivas estão presentes e são semelhantes na maioria dos cérebros dos mamíferos e, como tal, parecem ter sido selecionados evolutivamente há muito tempo. para e
conservado em todas as espécies, desde humanos até roedores (Kringelbach, 2010).

O progresso na neurociência afetiva nos últimos anos foi possível através da identificação de aspectos objetivos das reações provocadas pelo prazer e da triangulação em direção aos substratos cerebrais subjacentes. Essa estratégia científica divide o conceito de afeto em duas partes: o estado afetivo, que possui aspectos objetivos nas reações comportamentais, fisiológicas e neurais; e sentimentos afetivos conscientes, vistos como a experiência subjetiva da emoção

As evidências disponíveis sugerem que os mecanismos cerebrais envolvidos nos prazeres fundamentais (prazeres alimentares e sexuais) se sobrepõem aos dos prazeres de ordem superior (por exemplo, prazeres monetários, artísticos, musicais, altruístas e transcendentes) (Kringelbach, 2010).

É um princípio hedônico importante que as propriedades
gratificantes para todos os prazeres sejam provavelmente geradas por circuitos cerebrais hedônicos que são distintos da
mediação de outras características dos mesmos eventos (por exemplo, sensoriais, cognitivos) (Kringelbach, 2005). Assim, o prazer nunca é apenas uma sensação ou um pensamento, mas sim um brilho hedônico adicional gerado pelo cérebro através de sistemas dedicados (Frijda, 2010).

Todos os prazeres, desde os prazeres sensoriais e drogas de abuso até às delícias monetárias, estéticas e musicais, parecem envolver os mesmos sistemas cerebrais hedónicos fundamentais.
Prazeres importantes para a felicidade, como socializar com amigos e traços relacionados de humor hedônico positivo, provavelmente se baseiam nas mesmas raízes neurobiológicas que evoluíram para os prazeres sensoriais. A sobreposição neural pode oferecer uma maneira de generalizar a partir de prazeres fundamentais que são melhor compreendidos e, assim, inferir princípios cerebrais hedônicos mais amplos que provavelmente contribuirão para a felicidade.

A Neuroanatomia do Prazer

O prazer é um conceito psicológico complexo com muitos subcomponentes diferentes que incluem componentes de ‘gostar’, ‘querer’ e ‘aprender’ (Berridge e Kringelbach, 2008;
Smith et al., 2010). Cada componente possui elementos conscientes e não conscientes que podem ser estudados em
humanos – e pelo menos estes últimos também podem ser investigados em outros animais (Figura 1).

Pontos de acesso hedônicos

O cérebro tem uma extensa distribuição de circuitos relacionados à recompensa com alguns mecanismos hedônicos encontrados profundamente no cérebro (núcleo accumbens, pálido ventral, tronco cerebral) e outros candidatos estão no córtex.

(orbitofrontal, cingulado, pré-frontal medial e insular córtices) (Figura 2). As redes cerebrais que codificam o prazer são difundido e fornecer evidências de alta distribuição codificação cerebral de estados hedônicos. No entanto, a causalidade do prazer, que pode ser detectado como aumentos nas reações de ‘gosto’ consequente à manipulação cerebral, até agora foi encontrado para apenas alguns hotspots hedônicos nas estruturas subcorticais.
Cada hotspot hedônico tem apenas um milímetro cúbico ou mais de volume no cérebro do roedor (e deve ser um
centímetro cúbico ou mais em humanos, se proporcional a volume total do cérebro). Os pontos de acesso são capazes de gerar melhorias nas reações de “gosto” a um estímulo sensorial.
prazer como a doçura, quando estimulado com opioides, endocanabinóides ou outros moduladores neuroquímicos (Smith et al., 2010).

Pontos de acesso foram encontrados na concha do núcleo accumbens

e pálido ventral, e possivelmente outro prosencéfalo e regiões corticais límbicas, e também no tronco cerebral profundo regiões incluindo o núcleo parabraquial na ponte (Figura 2D). A capacidade geradora de prazer destes hotspots foi revelado em parte por estudos nos quais microinjeções de drogas estimuladas neuroquímicamente receptores em neurônios dentro de um hotspot, e causou um duplicando ou triplicando o número de ‘gostos’ hedônicos reações normalmente provocadas por um sabor agradável de sacarose. Análoga às ilhas dispersas que formam um único arquipélago, os hotspots hedônicos são distribuídos anatomicamente mas interagem para formar um circuito integrado funcional.

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